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terça-feira, 30 de março de 2010

Nova Música...Filho pródigo

Letra: João Victor


Não consigo enxergar
Nada além de mim
Olho em volta, busco em vão
Acho que é o meu fim

Quantas coisas que eu perdi
Tanta solidão
A alegria que eu senti
Se esvaiu das minhas mãos

Me arrependo, sei que errei
Vou de volta pro meu lar
Quero só uma chance de recomeçar

Já não sou digno de ser chamado filho
Sou um servo apenas
Fala o que queres de mim

Filho estou de braços abertos a te esperar
Conheço tua dor
Sei que foi difícil você voltar
Me dá tua mão
Me abraça o teu Pai te recebe
Tuas lágrimas eu vou enxugar
Roupas novas e anel vou te presentear
Pois o filho perdido voltou
Vamos comemorar...

Boas-Vindas

Subindo no expresso Contemplando minha amiga de Caucaia Cleytiana! Dia 24 de abril estaremos por aí! Que Deus te abençoe!

Deus precisa ser provado?

Estou cada vez mais apaixonado pela Teologia. O mundo além da vista sempre me encantou. Com a oportunidade que estou tendo de mergulhar no conhecimento teológico, vejo nascer dentro de mim algumas análises mais sólidas e maduras (embora ainda esteja longe disso) a respeito de Deus.
Entretanto, minha intenção de estudar Teologia nunca foi de provar a Deus ou colocar Deus em prova, pois todos os meus esforços seriam desnecessários. Ele não precisa provar nada para ninguém.
A Bíblia fala de Gideão. Ele pediu provas. Lã molhada, terra seca ao redor. Lã seca, terra molhada ao redor. Deus se fez provar. Mas será que isso era preciso? Por que não acreditar apenas?
Tomé quis pegar nas feridas deixadas pelos cravos. Quis colocar o dedo nas perfurações. Quis tocar onde a lança transpassou. Ele queria provas. Ele precisava disso?
Não quero parecer cético, pois não sou. Eles queriam, na verdade, ter suas próprias experiências. Queriam provar para si próprios se o que estavam vivendo não era um sonho, mas que era a verdade. Não acho isso errado.
Contudo, existe um fato em questão. Há momentos que Deus silencia. E não é em virtude da sua inexistência. Ele se cala por que Ele quer. É um direito Dele ficar quieto. Ele nos ensina a confiar, mesmo sem ver. Nos ensina a crer, mesmo sem tocar. Nos ensina a ouvir, mesmo quando o silêncio impera. Ele fala, quando não ouvimos nada.
Ele não precisa provar nada para ninguém. Nem tampouco nós precisamos prová-lo. Ele existe. Eu creio. Eu o sinto, mesmo quando não sinto mais nada. Afinal de contas, sentimentos passam. Todavia, Ele continua sendo Deus!

Só pela graça,

Pr. João Victor

segunda-feira, 29 de março de 2010

Momento flashback musical... Jessé


Biografia
Jessé foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia/ Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.

Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé/ Elifas Andreato).

De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas") mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada. Morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro em Paraguaçu Paulista, quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo.

Aí vai uma de minhas músicas favoritas.

Paz do meu amor
Intérprete: Jessé
Compositor: Luiz Vieira

Você é isso,
uma beleza imensa
Toda recompensa
de um amor sem fim

Você é isso,
uma nuvem calma,
no céu de minh'alma,
é ternura em mim,

Você é isso,
estrela matutina,
luz que descortina
um mundo encantador.

Você é isso,
É parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor.

Quando estou
nos braços teus
sinto o mundo bocejar.

Quando estás
nos braços meus
sinto a vida descansar.

No calor
dos seus carinhos
sou menino passarinho
com vontade de voar.

Sou menino
passarinho
com vontade de voar.

Sou menino
passarinho
com vontade de voar.

Sou menino
passarinho
com vontade de voar.

Essa é a preferida do Pr. Darckson tb...

domingo, 28 de março de 2010

As fases da nova vida.


Há uma fronteira entre as fases de nossa caminhada cristã. Procuramos, em nossas aulas de discipulado, passar um bom alicerce para nossos catecúmenos. Ensinamos os fundamentos da vida cristã. E como isso é importante para a caminhada que se inicia. Afinal de contas, como já dizia Piaget, o ser humano desenvolve a sua intuição entre os 2 e 7 anos de idade. É a fase da percepção do mundo ao redor e da “perigosa” imitação das ações e personalidades. Ou seja, os novos convertidos nos imitam. Somos exemplos a serem seguidos. Que responsabilidade!
O primeiro amor, como por alguns é chamada essa fase, é lotado de dúvidas. Porém, também é repleta de imagens coloridas a respeito da caminhada cristã. Tudo é maravilhoso! Como é bom ser crente!
Antes que todos pensem que iniciarei uma sessão terrorista e assustadora, procurarei explicar as outras fases. Há uma fase intermediária, após o batismo, onde as tentações começam a ser mais evidentes. É uma fase arriscada, onde alguns tropeçam e desistem. Contudo, nesse período, evangelizamos muito, defendemos muito aquilo que cremos, nos sentimos fortes. Pensamos estar munidos de todas as armas para enfrentar as batalhas.
Só que não fomos ensinados a perder. Eis o perigo. Prega-se por aí que derrota não é coisa de cristão. Então começamos a passar por crises espirituais. Os espinhos no caminho parecem ser mais notórios. É o deserto que surge para promover nossa maturidade cristã. É a hora de reconhecer que ainda há o que melhorar. O sábio apóstolo Paulo afirma: não alcancei ainda. Temos ainda muito que crescer.
Após este reconhecimento, devemos nos encorajar para alcançar a maturidade. Como fazer isso? Lembram-se dos exemplos? Bons e maus exemplos nos servem de parâmetro para adquirir maturidade suficiente. Em quem me basear? Paulo fala sobre os filipenses serem seus imitadores. Imitar em que o apóstolo Paulo? Aí vão alguns exemplos.

1. Esquecer das coisas que para trás ficam. Não guardar lembranças más. Não rebobinar a fita que já rolou.

2. Avançar para as coisas que estão à sua frente. Esperar caminhando. Não parar de avançar. Espera não significa estagnação. Vá em frente. Continue a lutar.

3. Prosseguir para o alvo. Há uma meta a ser alcançada. Você realmente sabe o que você quer da sua vida? Você sabe aonde você quer chegar?

Medite e reflita. Em outra oportunidade, falarei mais a respeito disso

Só pela graça,

Pr. João Victor

quinta-feira, 25 de março de 2010




Essa é Isabelle.

Até quando?

Ontem, dia 24 de março, estive na cidade de Horizonte. Temos um programa de rádio e sempre as pessoas nos convidam para conhecer esse município. Entretanto, infelizmente, não conheci Horizonte em um passeio ou em um evento. Conheci a cidade em um momento de tristeza e revolta. Um mototaxista, José Osmar, mais conhecido como Zezinho, 46 anos de idade, pai de uma linda criança de 6 meses e esposo da tia da minha esposa, foi brutalmente assassinado na noite de 23 de março. Um legítimo episódio de alguém que está no lugar errado na hora errada.
Um trabalhador, que tirava o sustento de sua família passando horas ininterruptas sobre uma motocicleta, morre, vítima da violência. O passageiro, envolvido com tráfico de drogas, pediu apenas para que Zezinho o deixasse em casa. Zezinho não sabia o que o aguardava. Foi trabalhar. Seria mais uma corrida para comprar o iogurte de sua filha. Belinha, um dos bebês mais lindos que já vi na minha vida, o receberia com um sorriso no rosto. Não o recebeu. Sua esposa o beijaria, como era de costume. Não o beijou. Não por que não tivesse vontade, mas por que o beijo e o sorriso não foram possíveis.
O passageiro, jurado de morte, levara Zezinho para sua última corrida. O tiro que atingiu o passageiro, um jovem de 28 anos, assustou aquele homem, que correu. Correu para se salvar. Pensou na filha. Pensou na esposa. Pensou em Deus. Ele correu. O assassino, sem nenhum tipo de dó ou piedade, desferiu o tiro fatal. Zezinho não deveria estar ali. Mas estava. Não deveria partir. Mas partiu. Em meio ao sofrimento, Zezinho clama. Grita, implora por socorro. A ambulância chega. Leva o bandido. Deixa o inocente. Zezinho ainda falava. Segundo testemunhas, entregou sua vida a Jesus. Foram suas palavras finais. Estava consciente. Queria ver a esposa. Queria abraçar a filha. Apenas se despedir. Não houve tempo. José morre. Mais um José.
Até quando? Até quando veremos sangue inocente sendo derramado? Até quando a impunidade vai prevalecer? Onde está a justiça? Nos últimos dias tenho estado triste. Mais do que triste. Tenho estado revoltado. Não me conformo. Que Deus possa enviar o conforto para a família. Que Deus possa confortar meu coração. Quanto à revolta, peço: Senhor, não me tire o direito da indignação. Quero estar revoltado! Preciso disso!

Só pela graça,

Pr. João Victor