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segunda-feira, 22 de abril de 2013

NÃO TENHO PRATA, NÃO TENHO OURO!!! Por Pr. João Victor É maravilhoso quando percebemos que um texto que talvez hoje fosse apenas um testemunho contado num culto de domingo tem muitas lições para nos trazer. Um quadro, que parece tão comum. Dois homens de Deus, um mendigo deficiente físico, um templo. Clima perfeito para um milagre. Entretanto, alguns outros fatos saltam aos nossos olhos. 1. Pedro e João iam ao templo orar. É importante ter essa visão. Templo é lugar de oração, de falar com Deus. Enquanto os dois discípulos procuravam buscar ao Senhor, aquele homem estava sendo levado para a porta do Templo com outro propósito. Sua busca era por esmolas. Sua procura era apenas por migalhas. Ele não podia andar. Tinha incapacidades, era dependente. Todos os dias alguém o levava ao templo. - Será que temos vindo aos templos para realmente buscar ao Senhor ou apenas para catar migalhas ou esmolas? Deus tem coisas melhores para oferecer àqueles que entram no templo. 2. Apesar de entendermos a importância do templo, é interessante perceber que esse milagre aconteceu FORA do templo. Fora do templo também existem milagres. Aquele homem era aleijado de nascença. Imaginem o quanto era desvalorizado na sociedade da época. Enquanto a igreja cresce, inchando dentro de si mesma, o que temos feito pelos que ficam lá fora? Será que não temos apenas mostrado as portas do templo? Que influência temos fora do templo? A influência de reunir milhares de pessoas em praças contra o casamento gay e reunir dezenas apenas para distribuir alimentos aos mais necessitados? Lutamos contra o pecado, contra a prostituição, mas será que lutamos também contra a fome e seca do sertão? O milagre da multiplicação dos pães vai bem mais além do que um passe de mágica de Jesus. É o milagre do compartilhar. Temos feito isso? Pedro e João não precisaram colocar o paralítico para dentro do templo e promover um espetáculo. O espetáculo foi fora do templo. QUE TIPO DE ESPETÁCULO QUEREMOS PROMOVER FORA DOS TEMPLOS? 3. Pedro e João veem o deficiente físico e dizem: “Olhe para nós. Preste atenção naquilo que vamos te dizer. Esqueça, por um instante, as pessoas que passam ao redor. Deixe seu passado para trás. Concentre-se no presente, no agora.” Perdemos muito na vida porque nos falta foco. Quanto tempo aquele paralítico ficou de cabeça baixa, olhando pro chão. Todos os dias, o mesmo chão. Seco ou molhado, mas o mesmo chão. Sem perspectivas, sem projetos mais ousados. Apenas o mesmo chão. Deus não nos quer olhando sempre o mesmo chão. Deus quer que você erga sua cabeça. Olhe pra cima. Levante a cabeça. Qual sua meta na vida? Ficar eternamente na esperança de alguém lhe dar uma esmola, uma alegria passageira? Ou encontrar verdadeiramente a oportunidade de escrever uma nova história? PRECISAMOS COMEÇAR UMA NOVA HISTÓRIA. 4. Olhe pra nós. A intenção não era de ter Pedro e João como exemplos. Pelo que é dito após essa frase, Pedro e João não estavam se exaltando pelo que eram. Não há ostentação de poder. Não há frases de efeito. Há uma confissão da pequenez humana. O paralítico pensava que eles teriam algo deles, mas não tinham. Essa é a beleza da vida. Nada temos, tudo é Dele. Não há prata, não há ouro. Não há dinheiro que se compare à glória de Deus em nossa vida. Não há lugar melhor pra se estar do que na presença de Deus. Prata e ouro amenizaria a tristeza do homem, mas não preenche o vazio da ausência de Deus. NÃO SOMOS NADA SEM ELE. 5. O que eu tenho, isto lhe dou. Eles tinham Jesus. Em nome de Jesus, o Nazareno, da terra da qual os fariseus diziam que nada de bom poderia vir, ande! Em nome de Jesus, saia dessa estagnação espiritual. Saia dessa paralisia que é a sua vida! Em nome de Jesus, abandone essa cadeira de rodas psicológica na qual você está entrevada. Receba esta palavra. Seguraram-no pela mão direita. É preciso mesmo ajudar. Você pode dizer hoje que precisa de ajuda. Estamos aqui. Imediatamente os pés ficaram firmes. Lembra das indefinições da sua vida? Seus pés ficarão firmes. Firmeza de decisões. O ex-paralítico dá um salto. E que salto. O primeiro de toda a sua vida. Um salto que ele já havia visto tantas pessoas fazerem. Um salto da vitória, do gol marcado, da aprovação no vestibular, da promoção no emprego. Agora poderia saltar com seus próprios pés os obstáculos da vida. Era a vez dele. Era o seu momento de saltar, de andar. A dependência acabou. Ele era livre. Livre da imobilidade, da incapacidade, da invalidez. Ele entra no templo com suas próprias pernas. Andando, saltando, louvando a Deus. Os outros viram e o reconheceram. O homem que se assentava à porta do templo chamada Formosa não se assenta mais. Agora ele anda através da porta do templo chamada Formosa. ESSA É A MUDANÇA!!! ANTES DEPENDENTE. HOJE LIVRE! Só pela graça

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sofrer...Por que não?

Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. O grande apóstolo Paulo sabia muito bem a respeito de sofrimento. Seu primeiro contato foi no momento da morte de Estevão onde, por planos divinos, as vestes do servo de Deus caíram aos seus pés. Servos como Estevão, morriam vendo os céus abertos e agradecendo a Deus. Mártires, que se sentiam orgulhosos por serem perseguidos. Por que mudamos nossa visão de evangelho? O que mudou? Onde perdemos o nosso machado? Paulo pede para seu discípulo sofrer com ele as aflições. Que tipo de pedido é esse? 1. Onde estão as pessoas dispostas a sofrer? Por que a igreja deve ser apenas um lugar para receber e não para doar? Vemos templos repletos de pessoas para criticar, mas onde estão os que sofrem as dores? Não desista da sua família. Não abra mão do seu casamento. Não abandone seu emprego. Seja aquele que se levanta e diz: EU VOU SOFRER JUNTO!!! EU VOU LUTAR. 2. O convite é para sofrer. Por que eu aceitaria? Por que pessoas sonham com a carreira militar? Por que muitos querem, desde criança, ser policiais, mesmo mal remunerados, ser bombeiros, mesmo correndo riscos constantes, ser profissionais de saúde, mesmo sendo vítimas de estresses constantes e longos plantões cansativos. Por que ir para uma guerra? Por que pessoas aceitam isso tudo? Não escolhemos. Somos convocados! Deus nos chamou para sermos soldados, para usar a armadura de Deus, para pisar serpentes e escorpiões. Os melhores soldados, policiais, bombeiros, médicos são os que amam aquilo que fazem. Se você ama servir a Deus, nenhuma barreira é capaz de te afastar Dele. NÃO SE EMBARACE COM OS NEGÓCIOS DESSA VIDA. 3. Existe uma recompensa. Contudo, a coroa está reservada para os militantes legítimos. Atletas que se machucam, cansam, tropeçam, caem, se levantam, apanham, correm, saltam, vibram, choram, comemoram, se frustram, mas não desistem de competir. A vida exige coragem. Os vencedores comerão da árvore da vida, não receberão o dano da segunda morte, maná escondido, novo nome, poder sobre as nações, vestir vestes brancas, nome no livro da vida, coluna no templo de Deus. TENHA CORAGEM. A PARTIDA NÃO TERMINOU. 4. O que fazer então? Suje as mãos de terra. Cave mais fundo. Quando conhecemos Jesus, aprendemos a compartilhar o que temos e não esperar que Ele nos dê. Sabemos que não é o tipo de mensagem mais agradável, mas Jesus não diz que os bem aventurados são os prósperos em dinheiro, ou os curados dos traumas passados, nem os curados das doenças orgânicas. Bem aventurados são os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que tem fome, misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição, os que são injuriados por causa do evangelho. Esse é o evangelho!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A PEDRA

Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse. Isaías 28:16 No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. A cada dia, inúmeras pedras são pisadas por nós. Pedras lisas, algumas pontiagudas, umas que ferem, outras que mostram o caminho. Com pedras, os homens constroem casas. Com outras mesmas pedras, derrubam e destroem construções sólidas como pedras. Contudo, não queremos falar de pedras de quartzo ou de silício. Não falaremos de rochas magmáticas ou segmentares. Falaremos de uma pedra indestrutível, inquebrável,na qual estabelecemos o alicerce de nossas vidas. Se lermos o capítulo completo, perceberemos que Deus faz duras críticas ao povo e, principalmente aos líderes de Efraim. Sacerdotes e profetas que haviam trocado a presença de Deus pelos prazeres do mundo. Fizeram pactos com a morte, se abrigaram na mentira, se esconderam na falsidade. Diante do quadro de distanciamento da vontade de Deus, Ele nos dá uma boa notícia. 1. Eis que assentei em Sião uma pedra. - Deus colocou uma pedra, sobre tudo o que lhe afastava Dele. Essa pedra será um marco dentro do seu coração. Quando quisermos olhar para trás, veremos a pedra, que representará o antes e depois de Cristo em sua vida. - Deus colocou uma pedra no passado triste de sua vida. Há uma pedra colocada por Deus que nos impede de permitir que os erros do passado venham voltar à tona no presente. Deus assentou uma pedra. Todavia, como falamos anteriormente não é uma pedra qualquer. 2. A pedra é provada. Suporta todos os tipos de mudanças de temperatura. Na vida, passamos por invernos rigorosos, por verões intermináveis, por primaveras de contemplação e por outonos frutíferos. Em todas as fases, a pedra permanecerá firme. a. A pedra é experimentada. Que grandiosas experiências essa pedra nos traz. Pedras marcaram o lugar por onde o povo passou a pé enxuto pelo Rio Jordão. Uma pedra foi capaz de derrubar um gigante que afrontava o povo de Deus. Quando olhamos para a pedra e lembramos dos livramentos a nós conferidos por ela, fortalecemos a nossa fé. b. A pedra é alicerce. Não estamos fundamentados em nossos pensamentos duvidosos ou critérios fracos de raciocínios. Não mudamos nossa percepção de fé em virtude das circunstâncias da vida. Temos uma pedra que serve de alicerce para nossa caminhada. Nada que fizerem contra nós pode mudar nossa maneira de ser. Jesus não deixou de ser Jesus por causa da traição de Judas. 3. A pedra é preciosa. Mais valiosa que esmeraldas, rubis, ametistas ou diamantes. É triste quando vemos pessoas trocarem algo tão precioso assim por tesouros da terra. Não troque Jesus por nada. Nada é mais valioso do que essa pedra. 4. É uma pedra de esquina. “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do SENHOR e é maravilhoso aos nossos olhos.” Alguns não a consideram como a principal. Rejeitaram, pensaram que outras poderiam substituí-la. Entretanto, essa pedra deve ser a principal da sua vida. a. Não é mais tempo de rejeitar a essa pedra. Deus quer guiar os caminhos de sua vida. Representa a mudança de direção. 5. Aquele que confia, não será abalado. Aquele que crer, não se apresse. Não tome nenhuma decisão precipitada. Confie que Deus colocou em sua vida uma pedra. Aquele que confia no Senhor é como monte de Sião que não se abala, mas permanece firme. 6. Vossa aliança com a morte se anulará. A Pedra é Jesus. Ele anula sua aliança com a morte. Jesus está no meio do caminho hoje. Eis o encontro. Receba Jesus em sua vida hoje!

sábado, 23 de junho de 2012

O Fermento Velho

Mensagem ministrada na Igreja Batista de Antônio Bezerra, em 22 de junho de 2012 "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade ou da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade." I Coríntios 5.6,7 A fermentação é um processo de obtenção de energia na ausência de oxigênio. É um processo químico, também chamado de respiração anaeróbia, onde fungos, bactérias e até o próprio corpo transformam glicose em energia na falta de oxigênio. Através desse processo se fabrica a cerveja, pães, vinagre e os músculos promovem a formação de ácido lático, após grandes esforços físicos. Na ausência da essência da vida, alguns organismos buscam outra forma de respiração. O problema do fermento está no fato de ele ser muitas vezes substitutivo da essência. Deus não quer que vivamos atrás de subterfúgios ou outros mecanismos para buscar a felicidade. A graça Dele nos basta. Se buscamos o fermento, é porque está nos faltando essência. 1. Pare de buscar preencher seu coração com o que é supérfulo ou passageiro. Busque a presença do Senhor. Busque a essência da verdade. Outra característica interessante do fermento é que ele faz os alimentos crescerem. Os pães fermentados incham. Ficam com uma excelente aparência. Belos por fora. Os pães crescem apenas na aparência. O que importa é a aparência do pão. Quanto melhor a visão, melhor para a comercialização. Será que não é exatamente isso que vemos no evangelho hoje? Igrejas suntuosas, templos magníficos, belezas estruturais e arquitetônicas. O apelo ao visual para conquistar mais adeptos (clientes) não estará ficando em primeiro plano em detrimento do poder nutritivo do pão? Que tipo de pão as pessoas estão recebendo? As impurezas do fermento tem contaminado o verdadeiro pão. 2. Prefira a verdade sem maquiagem. Pode não ser tão belo, mas é mais verdadeiro. È o evangelho de cruz, de lutas, de batalhas, de sofrimento e não de prosperidade e eternas vitórias. Os mais belos hinos e poesias, como diz a canção, foram escritos em tribulação. Eis o mistério de tudo. Os grandes homens que escreveram os textos sobre vitória estavam em situações terríveis. Esse é o verdadeiro evangelho. Jesus disse que o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça, para a tristeza do provável seguidor. Após essas considerações bioquímicas das características da fermentação no reino espiritual, vejamos o que o texto nos diz. O apóstolo instrui a igreja de Corinto a lançar fora o fermento velho. Existem coisas que te prendem ao passado. Livre-se delas. Fermentos velhos, que traziam mal a sua vida. Aquele fermento antigo, velho, pode estar sendo o responsável por levedar sua vida no presente. 3. Entenda. As coisas velhas já passaram. Tudo se fez novo! Deus quer que sejamos massa nova. Se ainda há fermento velho em sua vida, livre-se dele hoje. Deus tem novas realizações para sua vida. Novos rumos para o seu coração. Essa massa nova, que devemos ser, deve ser autêntica, ou seja, sem fermento. Aquilo que realmente somos. Sem disfarces ou máscaras. Contudo, um aspecto da fermentação deve ser observado. Quando a massa permanece imóvel, há fermentação. Mesmo sem a adição de fermentos artificiais, a imobilidade da massa produz uma fermentação natural. Para sua massa não fermentar, mexa-se. Produza algo. Faça alguma coisa. E faça rápido. A obra de Deus é urgente. Certo dia, Jesus chamou um homem e disse: segue-me. Ele pediu para sepultar primeiro seu pai. Outro pediu para primeiro se despedir da família. São duas considerações plausíveis e compreensíveis. Contudo, Jesus foi sisudo em suas respostas. Deixa os mortos enterrarem os seus mortos e aquele que tem posto a mão no arado e olha pra trás, não é apto para o reino de Deus. 4. Não peça pra Jesus esperar você. Seu chamado é atual e urgente. Por último, o texto compara o pão asmo, da páscoa, puro, sem fermento, a Cristo, o Cordeiro imolado. Mas que relação linda estabelecida pelo apóstolo Paulo. A pureza do pão asmo e a pureza do Cordeiro estão pautadas e fundamentadas naquilo que produz toda a santificação e pureza. Quando Deus ordena a morte dos primogênitos no Egito, Ele protege os seus. Deus manda o povo matar um cordeiro e marcar os umbrais das portas com o sangue. Nas casas onde houvesse o sangue, não haveria morte. Quem nos protege é o sangue. Como tirar o fermento da minha vida? 5. O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. Através do sacrifício puro de Cristo, somos purificados como igreja santa, sem fermento. Necessitamos do sangue de Cristo sobre as nossas vidas. Somente pelo sangue, estamos de pé. Só pelo sangue! Só pela graça, João Victor

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Perdoa-lhes...Será que não sabem o que fazem?



Lucas 22.32 – Mas eu orei por você para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos.
Lucas 23.34 – Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.

Tenho me debruçado durante esses meus anos de fé e percebido o quanto temos estado longe do verdadeiro evangelho. Estive envolvido com a obra de Deus desde a infância. Sou do tempo em que calça era roupa de homem e de que Deus guardava numa caixinha de ouro os fios retirados das sobrancelhas das crentes. Sofri preconceitos das mais diferentes formas. Primeiro por ser de uma igreja batista. Depois por ser tocador, como costumavam nos chamar. Agora, sofremos o preconceito de ser pastor. A sociedade evangélica nos olha como inerráveis, perfeitos, supercrentes. Somos alvo de acusações pelo nosso modo de vestir, pelo tipo de música que gostamos de escutar, pelo tipo de programação que fazemos com a nossa família. Temos que dar satisfação da nossa vida para todo mundo. Realmente, não somos livres.
Contudo, o evangelho que vejo Jesus pregar é um evangelho diferente. O modo de Jesus agir é diferente. Mas preferimos ser discípulos dos pregadores televisivos exploradores da fé do que entender o que a Bíblia quer dizer. Engolimos o que nos é pregado, pois não lemos a Palavra. Não estudamos, não verificamos as Escrituras, vivendo um evangelho capenga e cheio de rótulos extra-bíblicos. Jesus morreu, mas não ressuscitou ainda pra muita gente. Matamos Jesus, diariamente, quando não agimos como cristãos.
Tudo bem, estamos distantes dos pais da igreja. Logo, há uma tendência natural onde o tempo desgasta, destrói as células primitivas, provoca mudanças na estrutura original. É o envelhecimento da mensagem. É a quase morte do evangelho. Preferimos nos preocupar com o exterior do que com a essência. Haja botox, cirurgias plásticas nas pregações. Promessas de enriquecimento rápido e cura instantânea. A religião muda, os preceitos mudam, as ideias mudam. O que fazer então? Trancar Jesus dentro de um túmulo e seguir os nossos rituais sem a presença Dele? Impedir que a pedra role, colocar guardas nas portas, pois é melhor seguir os paradigmas religiosos do que seguir o Mestre? Eu respondo. Não! Vamos ouvir o que o Cristo nos ensina.

1. Eu orei por você. Aproximava-se o momento onde Pedro cometeria a maior falha registrada nas Escrituras. Pedro negaria Jesus e nem sabia ainda que isso ia acontecer, pois se achava melhor que os outros discípulos. É preciso orar. Eu orei por você! Não importa o que você fez ou o que ainda vai fazer, Jesus se preocupa com você. Ele intercede por nós. O Espírito Santo chora o nosso choro, recolhe nossas lágrimas, junta os cacos e nos ajuda a recomeçar. Os olhos do Senhor estão sobre nós. Ele contempla nossas atitudes e sabe do nosso coração. Geralmente, oramos por nós mesmos. Pela nossa saúde, pelos nossos bens materiais, pelo nosso coração. Oremos uns pelos outros.

2. Havia um motivo pelo qual orar. Para que a fé não desfaleça. Pedro passaria por um inferno interior. Um remorso sem tamanho invadiria o coração de Pedro. A dor de negar o Mestre, no momento em que Jesus mais precisaria Dele. Uma aflição imensa, que pode derrubar os mais fortes guerreiros no campo de batalha. A traição, não menor que a de Judas. Virar as costas para Jesus. Culpa. Vergonha. Jesus sabia que tudo isso aconteceria. E sabia que a fé estaria propensa ao desfalecimento. Deus não quer te ver desfalecido, morto. Jesus está vivo. Ele ressuscitou para que você pudesse ressuscitar.

3. Será que nos convertemos? Somos convertidos? Conversão indica mudança. Se continuamos com o mesmo temperamento de antes, não nos convertemos. Se continuarmos pensando como antes, não nos convertemos. Precisamos nos converter. Sair da religiosidade farisaica e viver o verdadeiro cristianismo. Não é deixar o catolicismo e virar evangélico. É deixar de ser egoísta e amar uns aos outros. Pedro se achava convertido. Ah! Temos muito o que converter. Deixamos a idolatria em gesso para idolatrar objetos em carne e osso. Isso não é conversão. Converter-se é sentir a dor do outro e não só a que aperta o nosso sapato. É abandonar as velhas práticas mesquinhas e ver que os campos estão brancos para a ceifa. De que adianta uma bíblia na mão se ela está longe do coração e principalmente da sua razão? Pedro foi quebrado. Teve que ser convertido em negador para reconhecer que era pecador e que Jesus era o seu Salvador.

4. Fortaleça os seus irmãos. Para ficar mais forte é necessário ferir os músculos. Para crescer, é preciso quebrar os ossos. Muitas vezes, são as pancadas que nos fortalecem. Igreja é preparação para a vida. É a escola dos desafios. Se permanecermos juntos, suportaremos os ferimentos e venceremos. Os 300 de Esparta venceram batalhas contra milhares de inimigos através da Unidade. Podem se levantar todas as barreiras e obstáculos. Se estivermos juntos, não cairemos. Fiquem firmes.

5. Eles não sabem o que fazem. Perdoa-lhes. Erramos por fraqueza. Às vezes, por inocência. Hoje sabemos o que fazer. Contudo, Ele apaga nosso passado e escreve uma nova história. Que sigamos esse que é o verdadeiro evangelho. Amar. Amor. Amem-se.

Só pela graça,

João Victor

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vinho novo em odres velhos



Pr. João Victor

Somos meio que receosos a mudanças. Novos desafios são, de uma certa forma, assustadores. Recomeçar, após fracassos ou erros ou até mesmo buscar uma reafirmação pessoal na esfera sentimental ou profissional nos provoca temor. A mensagem de Jesus era evangélica. Eram boas novas. Estranhos ensinamentos, novas formas de enxergar a vida. Os fariseus se assustaram. Quem é esse homem? O que Ele pretende?
Jesus andava com publicanos. Comia com os pecadores. Não devia? Era errado? Diríamos que seria religiosamente inaceitável. Jesus veio com uma novidade. Não uma nova religião, mas um novo modo de vida. Não veio abolir leis, mas dar um significado verdadeiro para cada uma delas. O que Jesus nos pede é diferente do exigido pelos fariseus e religiosos. O que será?
• Aproveite a sua presença. O Deus Filho estava no meio deles. O Cristo, o Noivo, o Príncipe da Paz estava com eles. Eles questionavam o jejum. Deus está nas nossas vidas. Alegrem-se! A religião te impõe absurdos que te aprisionam, mas o Senhor quer te libertar. O jejum serve para nos fortalecer. Há um motivo. Não é um ato religioso isolado. Há um significado. É o culto racional.
a. O noivo está presente. Festeje, glorifique, adore!
Jesus ensina algumas lições. Somos roupas. Às vezes, estamos fora de moda. Mas o importante não é se adequar a moda dos outros, mas é estar feliz com o que somos.
- NÓS PRECISAMOS DE COSTURA! Muitos estão rasgados, feridos por dentro. Precisamos de restauração. Não somos perfeitos. Somos falhos e precisamos ser consertados.
- ÀS VEZES, USAMOS OS REMENDOS INADEQUADOS. O que você tem usado para preencher o vazio do teu coração? De que adianta novidades externas se internamente você ainda é o mesmo?
- SOMOS ODRES E ESTAMOS VAZIOS. Precisamos ser cheios do vinho de Deus!
- O VINHO É NOVO. DEUS TEM COISAS NOVAS PARA VOCÊ. E esse vinho será melhor do que o primeiro. Quando pensamos que acabou tudo, Deus nos diz que ainda há algo melhor esperando por nós.
- O QUE TEM QUE MUDAR É O ODRE. DEIXA DEUS TE QUEBRAR HOJE!Mas não se preocupe. Ele vai te refazer!

Só pela graça

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Música nova! Ainda sem título...Opinem.

Sozinho
Pensei que estava num abismo
Sozinho
Achei que estava tão perdido
Sem ter a oportunidade de um resgate
Sem ver a possibilidade de um milagre acontecer

Vazio
Tentei em vão eliminar
Meu vazio
Uma cratera pra fechar
Mas se abria em cada volta do relógio
E eu sabia quando eu pensava que me achava eu me perdia
Me perdia...

Nada conseguia me preencher
Eu me ocultava pra ninguém me ver
Subir na vida era uma obcessão
Uma batalha entre o certo e o não certo

Então o silêncio invadiu o meu quarto
Um breve momento que mudava o meu quadro
Sem resistência meus joelhos dobraram
Eu me calei pra Te ouvir

Chamando meu nome
Dizendo: "Meu filho, eu te amo demais
Me abraça bem forte
Não temas a morte
Minha vida eu te dou

Já estive sozinho
Fui crucificado, mas ressuscitei
Eu sou Jesus Cristo
Teu mestre, amigo
Não te deixarei".