Salomão (talvez tenha sido ele mesmo), quando escreveu Eclesiastes, passava por uma fase meio reflexiva. A preocupação com o mundo ao redor e principalmente e primordialmente com o mundo dentro dele, o fez dissertar sobre a efemeridade da vida. Quando citou que "não há nada de novo debaixo do sol", jamais imaginara que, muitos séculos depois, o grande químico Lavoisier, com sua Lei da Conservação das Massas, provaria que "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Salomão tinha razão. Tudo é a repetição de algo que já foi dito. Tudo é a mesma coisa do passado.
Como diziam os Titãs, a música que faz sucesso é a melhor música dos últimos tempos da última semana (sucesso passageiro), o maior sucesso brasileiro de música americana (plágios e mais plágios, se pelo menos copiassem o que é bom). O melhor disco dos últimos anos vem recheado de sucessos do passado. Meras repetições. Na verdade tudo é uma cópia. São raríssimos os processos criativos. As pessoas têm a famigerada preguiça de pensar. É bem mais fácil xerocar idéias e atitudes, fundamentadas em opiniões meramente humanas e falhas.
É. Realmente Salomão estava meio decepcionado com tudo isso quando escreveu Eclesiastes. Tudo é vaidade, disse ele. Muitas vezes, por sinal. Contudo, o que é vaidade na verdade?
No hebraico, significa vazio, oco. Mas o vazio não está relacionado com conteúdo? E vaidade não é o que está por fora?
Na realidade, NÃO. Vaidade é o que está por dentro. É o vazio existencial que torna a vida sem sentido. São as palavras ocas, sem essência. Pura vaidade. Não os adornos ou as vestes, mas o que está dentro. A vaidade é passageira, é um sopro, que não provoca nenhuma espécie de mudança. Sepulcros caiados, como disse Jesus. E o pior de tudo: muitos fundamentam sua existência na terra no que os outros vão ver.
Quando nos prendemos muito na aparência, nos preocupando se esse ou aquele está dentro do padrão "dogmático", caímos na vaidade de achar ser vaidade o que não é. Precisamos olhar para dentro de nós e procurar uma razão de ser. Se o Espírito Santo habita em nós, o vazio já não existe. Dessa forma, juntamente com esse vazio, vai embora a vaidade.
Oh! Vaidade! Tudo é vaidade! O passado que passa e volta e depois passa! Deixa de ser passado e passa a ser presente para tornar-se um futuro que um dia vai virar passado também. As rugas chegam, os cabelos caem. Que importa isso? O que importa é que dentro da carcaça humanóide tem que estar um homem novo. Um novo homem, restaurado, transformado, sem vaidades, sem vazios, com novas histórias, com novas experiências.
Isso sim, não é vaidade. É felicidade.
Só pela graça,
Pr. João Victor
continua...
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Nova Música...Filho pródigo
Letra: João Victor
Não consigo enxergar
Nada além de mim
Olho em volta, busco em vão
Acho que é o meu fim
Quantas coisas que eu perdi
Tanta solidão
A alegria que eu senti
Se esvaiu das minhas mãos
Me arrependo, sei que errei
Vou de volta pro meu lar
Quero só uma chance de recomeçar
Já não sou digno de ser chamado filho
Sou um servo apenas
Fala o que queres de mim
Filho estou de braços abertos a te esperar
Conheço tua dor
Sei que foi difícil você voltar
Me dá tua mão
Me abraça o teu Pai te recebe
Tuas lágrimas eu vou enxugar
Roupas novas e anel vou te presentear
Pois o filho perdido voltou
Vamos comemorar...
Não consigo enxergar
Nada além de mim
Olho em volta, busco em vão
Acho que é o meu fim
Quantas coisas que eu perdi
Tanta solidão
A alegria que eu senti
Se esvaiu das minhas mãos
Me arrependo, sei que errei
Vou de volta pro meu lar
Quero só uma chance de recomeçar
Já não sou digno de ser chamado filho
Sou um servo apenas
Fala o que queres de mim
Filho estou de braços abertos a te esperar
Conheço tua dor
Sei que foi difícil você voltar
Me dá tua mão
Me abraça o teu Pai te recebe
Tuas lágrimas eu vou enxugar
Roupas novas e anel vou te presentear
Pois o filho perdido voltou
Vamos comemorar...
Boas-Vindas
Subindo no expresso Contemplando minha amiga de Caucaia Cleytiana! Dia 24 de abril estaremos por aí! Que Deus te abençoe!
Deus precisa ser provado?
Estou cada vez mais apaixonado pela Teologia. O mundo além da vista sempre me encantou. Com a oportunidade que estou tendo de mergulhar no conhecimento teológico, vejo nascer dentro de mim algumas análises mais sólidas e maduras (embora ainda esteja longe disso) a respeito de Deus.
Entretanto, minha intenção de estudar Teologia nunca foi de provar a Deus ou colocar Deus em prova, pois todos os meus esforços seriam desnecessários. Ele não precisa provar nada para ninguém.
A Bíblia fala de Gideão. Ele pediu provas. Lã molhada, terra seca ao redor. Lã seca, terra molhada ao redor. Deus se fez provar. Mas será que isso era preciso? Por que não acreditar apenas?
Tomé quis pegar nas feridas deixadas pelos cravos. Quis colocar o dedo nas perfurações. Quis tocar onde a lança transpassou. Ele queria provas. Ele precisava disso?
Não quero parecer cético, pois não sou. Eles queriam, na verdade, ter suas próprias experiências. Queriam provar para si próprios se o que estavam vivendo não era um sonho, mas que era a verdade. Não acho isso errado.
Contudo, existe um fato em questão. Há momentos que Deus silencia. E não é em virtude da sua inexistência. Ele se cala por que Ele quer. É um direito Dele ficar quieto. Ele nos ensina a confiar, mesmo sem ver. Nos ensina a crer, mesmo sem tocar. Nos ensina a ouvir, mesmo quando o silêncio impera. Ele fala, quando não ouvimos nada.
Ele não precisa provar nada para ninguém. Nem tampouco nós precisamos prová-lo. Ele existe. Eu creio. Eu o sinto, mesmo quando não sinto mais nada. Afinal de contas, sentimentos passam. Todavia, Ele continua sendo Deus!
Só pela graça,
Pr. João Victor
Entretanto, minha intenção de estudar Teologia nunca foi de provar a Deus ou colocar Deus em prova, pois todos os meus esforços seriam desnecessários. Ele não precisa provar nada para ninguém.
A Bíblia fala de Gideão. Ele pediu provas. Lã molhada, terra seca ao redor. Lã seca, terra molhada ao redor. Deus se fez provar. Mas será que isso era preciso? Por que não acreditar apenas?
Tomé quis pegar nas feridas deixadas pelos cravos. Quis colocar o dedo nas perfurações. Quis tocar onde a lança transpassou. Ele queria provas. Ele precisava disso?
Não quero parecer cético, pois não sou. Eles queriam, na verdade, ter suas próprias experiências. Queriam provar para si próprios se o que estavam vivendo não era um sonho, mas que era a verdade. Não acho isso errado.
Contudo, existe um fato em questão. Há momentos que Deus silencia. E não é em virtude da sua inexistência. Ele se cala por que Ele quer. É um direito Dele ficar quieto. Ele nos ensina a confiar, mesmo sem ver. Nos ensina a crer, mesmo sem tocar. Nos ensina a ouvir, mesmo quando o silêncio impera. Ele fala, quando não ouvimos nada.
Ele não precisa provar nada para ninguém. Nem tampouco nós precisamos prová-lo. Ele existe. Eu creio. Eu o sinto, mesmo quando não sinto mais nada. Afinal de contas, sentimentos passam. Todavia, Ele continua sendo Deus!
Só pela graça,
Pr. João Victor
segunda-feira, 29 de março de 2010
Momento flashback musical... Jessé

Biografia
Jessé foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.
Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia/ Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.
Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé/ Elifas Andreato).
De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas") mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada. Morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro em Paraguaçu Paulista, quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo.
Aí vai uma de minhas músicas favoritas.
Paz do meu amor
Intérprete: Jessé
Compositor: Luiz Vieira
Você é isso,
uma beleza imensa
Toda recompensa
de um amor sem fim
Você é isso,
uma nuvem calma,
no céu de minh'alma,
é ternura em mim,
Você é isso,
estrela matutina,
luz que descortina
um mundo encantador.
Você é isso,
É parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor.
Quando estou
nos braços teus
sinto o mundo bocejar.
Quando estás
nos braços meus
sinto a vida descansar.
No calor
dos seus carinhos
sou menino passarinho
com vontade de voar.
Sou menino
passarinho
com vontade de voar.
Sou menino
passarinho
com vontade de voar.
Sou menino
passarinho
com vontade de voar.
Essa é a preferida do Pr. Darckson tb...
domingo, 28 de março de 2010
As fases da nova vida.

Há uma fronteira entre as fases de nossa caminhada cristã. Procuramos, em nossas aulas de discipulado, passar um bom alicerce para nossos catecúmenos. Ensinamos os fundamentos da vida cristã. E como isso é importante para a caminhada que se inicia. Afinal de contas, como já dizia Piaget, o ser humano desenvolve a sua intuição entre os 2 e 7 anos de idade. É a fase da percepção do mundo ao redor e da “perigosa” imitação das ações e personalidades. Ou seja, os novos convertidos nos imitam. Somos exemplos a serem seguidos. Que responsabilidade!
O primeiro amor, como por alguns é chamada essa fase, é lotado de dúvidas. Porém, também é repleta de imagens coloridas a respeito da caminhada cristã. Tudo é maravilhoso! Como é bom ser crente!
Antes que todos pensem que iniciarei uma sessão terrorista e assustadora, procurarei explicar as outras fases. Há uma fase intermediária, após o batismo, onde as tentações começam a ser mais evidentes. É uma fase arriscada, onde alguns tropeçam e desistem. Contudo, nesse período, evangelizamos muito, defendemos muito aquilo que cremos, nos sentimos fortes. Pensamos estar munidos de todas as armas para enfrentar as batalhas.
Só que não fomos ensinados a perder. Eis o perigo. Prega-se por aí que derrota não é coisa de cristão. Então começamos a passar por crises espirituais. Os espinhos no caminho parecem ser mais notórios. É o deserto que surge para promover nossa maturidade cristã. É a hora de reconhecer que ainda há o que melhorar. O sábio apóstolo Paulo afirma: não alcancei ainda. Temos ainda muito que crescer.
Após este reconhecimento, devemos nos encorajar para alcançar a maturidade. Como fazer isso? Lembram-se dos exemplos? Bons e maus exemplos nos servem de parâmetro para adquirir maturidade suficiente. Em quem me basear? Paulo fala sobre os filipenses serem seus imitadores. Imitar em que o apóstolo Paulo? Aí vão alguns exemplos.
1. Esquecer das coisas que para trás ficam. Não guardar lembranças más. Não rebobinar a fita que já rolou.
2. Avançar para as coisas que estão à sua frente. Esperar caminhando. Não parar de avançar. Espera não significa estagnação. Vá em frente. Continue a lutar.
3. Prosseguir para o alvo. Há uma meta a ser alcançada. Você realmente sabe o que você quer da sua vida? Você sabe aonde você quer chegar?
Medite e reflita. Em outra oportunidade, falarei mais a respeito disso
Só pela graça,
Pr. João Victor
quinta-feira, 25 de março de 2010
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